Suite_123

Eu me chamo Adan, tenho 24 anos e acabo de me formar em literatura. Agora tudo que eu quero é descansar o corpo e a mente por pelo menos um ano até começar a trabalhar neste ramo ou até mesmo voltar a estudar pois pretendo fazer outra faculdade. Meus pais são separados, mais presentes em minha vida, minha mãe é botânica e meu pai empresário do ramo de engenharia civil. Não tenho irmãos. Tenho uma paixão por comidas exóticas, não namoro ninguém por que ainda não encontrei a pessoa certa, gosto muito de sexo e dos prazeres de um bom orgasmo e, principalmente da formas inimagináveis de se ter um. Nao sou gay, mais creio ser um apreciador do corpo masculino. Não posso ser considerado Bisexual pois não tive relação com nenhum rapaz ainda. Mais com duas garotas já!

Eu vou embarcar agora em uma viagem de descobrimentos pelo mundo durante um ano. Vou explorar novas terras, conhecer novas pessoas, curtir com intensidade e muita segurança tudo o que o destino me por de frente...

E vou compartilhar cada detalhe com vocês.

Sejam bem vindos!

Liberdade!

Boa noite pessoal!
Estou em uma Lan House aqui na rodoviária em Paraty, me despedindo do local onde foi o meu ponto inicial nesta grande viagem. E em poucos dias eu tive grandes viagens vocês não acham?

Eu estava lendo os destinos aqui para onde esta rodoviária pode levar as pessoas e uma senhora muito simpática perguntou se eu estava na fila.

-Não! Pode passar, eu ainda estou escolhendo o meu destino ainda.

Falei assim como se não percebesse que estava falando com um estranho e fui entregando assim de bandeja alguns detalhes.

- Escolhendo o destino? Você não sabe para onde vai? Esta perdido?
- Não, estou viajando e agora estou procurando um local bom para conhecer. Não tive tempo de organizar isso durante o dia.
-Posso te dar um ajuda?
-Pode.
Meu nome e Gicka Tamaki sou descendente de orientais e moro em São Paulo. Você já conhece o bairro da liberdade?
-Já ouvi falar. Mais nunca fui lá não.
-Se você esta viajando sem destino esta em busca de liberdade e acredito que se você conhecer este bairro vai encontrar muita coisa boa para sua vida...
- Nossa obrigado, é verdade...

___Liberdade, "Paraty" Onde brinquei dizendo que era para Mim, agora "Liberdade"... Muito obrigado. ___

Bem comprei a passagem para São Paulo e estarei em poucos minutos partindo...

Eu agradeço a todos os leitores mais uma vez. Agora são 20h: 46 min, eu embarco às 21h15min.

Chegando eu conto tudo assim que puder em detalhes como sempre...

Liberdade...

Sussurros mentais!

Bem aconteceu uma coisa estranha hoje.

Bom, prometi voltar mais agora tenho que pedir desculpa a todos e dizer que já se aproxima das 16 horas e estou prestes a partir. Mais antes disso estou aqui escrevendo para vocês sobre o meu dia.

Bem vamos começar.

Pela manha como disse, desci para tomar o café, parecia que eu não estava na mesma pousada de ontem, agitada e fervorosa. Acredito que a chuva e o tempo ruim tenham assustado os outros hospedes.
Ao terminar o café, estava retornando ao meu quarto quando algo me chamou a atenção na biblioteca, o mesmo senhor estava lá de novo, no mesmo lugar de sempre, com seu charuto aceso e desta vez ele olhava para mim e disfarçada quando eu o olhava. Fui então como quem não quer nada a biblioteca. Ao chegar lá o garçom estava limpando os copos e parece que não esperava por ninguém naquele momento. Tanto que disse um bom dia para mim de uma forma meio estranha, como se estivesse surpreso em me ver ou ver um hospede... O olhar dele foi ao estilo “Até que em fim alguém..."

Bem eu disse bom dia e fui observar um pouco a estante de livros mais em busca de ser notado, quando olho e vejo que o senhor estava se ajeitando, o charuto ainda no mesmo lugar e fechando o livro. Ele se movimentou mais um pouco e olhou diretamente para o livro.

Derrepente percebi que não sentia o cheiro do charuto, os ventiladores estavam desligados, a janela estava aberta mais as cortinas leves estavam fechadas. A luz era pouca, pois as cortinas eram transparentes. Decidi ir embora, pois eu tinha que arrumar as coisas e ficar um pouco mais livre se talvez desejasse fazer um ultimo passeio pela cidade.

Eis que olhei para o garçom e deu um thau e agradeci pelo serviço. Ele perguntou se eu ia embora de vez e eu confirmei. Quando então pela janela entrou uma brisa forte que levantou alguns guardanapos e lançou-os ao chão. Eu abaixei para pegar os que estavam ao meu lado do balcão e o garçom me agradeceu. Ele repentinamente disse:

- que vento não? Parece que algo esta queimando.

Um cheiro estranho de fumaça entra junto com o vento e eu logo percebo que era cheiro de fumo ou algo assim. Como se fosse uma coisa normal eu disse deve ser o charuto daquele senhor ali.
“Apontei”

Ele não estava mais ali, o garçom assustado disse:

-de quem? Não tem ninguém ali.

-Mais eu vi o senhor ali ele deve ter ido embora e não percebi.
-Senhor Adan não veio ninguém aqui, o senhor é o primeiro.

Entrei em pânico e disse que não estava maluco.

-eu vi um senhor ali ele estava lendo aquele mesmo livro da ultima vez e fumando o charuto ali no canto... O rapaz o serviu da ultima vez que estive aqui...

-Mais senhor só eu trabalho aqui.
-Impossível.

Eu praticamente ri um pouco pensei ser uma pegadinha mais, não foi. Fui até o local onde o suposto velho estava, e nele não tinha nenhum vestígio de que alguém estivera ali. Olhei para os livros e não consegui achar nenhum parecido. Eu olhei, olhei e nada. Eu estava começando a ficar nervoso até que me sentei e o garçom preocupado com minha reação perguntou se estava tudo bem.

-Sim estou bem sim.
-Posso lhe oferecer algo?
-não, não precisa. Deixa-me organizar mente um pouco.

Eu não acredito nessas coisas de ilusões ou espíritos e tanto que nem cogitei esta hipótese. Bem quando derrepente entra o gerente e chama o garçom para um recado. Percebo que depois da ordem entre um e outro o garçom cochichou com o seu encarregado sobre o que aconteceu ali a poucos.
O gerente pos a mão na cabeça e me olhou assustado de rabo de olho.

Eu incomodado com os dois perguntei se estava tudo bem.
O gerente espantado e sem graça disse gaguejando que sim, e limpava testa que suava.

-Esta tudo bem mesmo? Aconteceu alguma coisa?
-Não senhor Adan.
-Eu o vi falando sobre o que eu tinha visto aqui, e sua reação foi estranha. Esta acontecendo alguma coisa aqui que eu não sei?
- Senhor eu peço desculpa sobre o que aconteceu e digo que há muito tempo os hospedes não viam este senhor...
-Então ele estava ali mesmo? Onde ele foi agora, quem é ele?
-Ele não foi este é o problema, sente-se, por favor, eu vou explicar.

Gente, o gerente veio com a história de que este senhor era um capitão de embarcações antigas de uma família que cresceu na idade das revoltas dos Cais. Onde ele era um capitão muito generoso e que investia em estudos junto a todos os seus familiares. Quando em um ano no passado ele foi fazer uma viagem e deu uma grande festa em sua grande casa onde hoje é a pousada. Partindo ele foi pego por um mau tempo e conta-se que sua embarcação fora atingida por um raio, pegando fogo onde o clarão se via de longe.

Depois de anos sua esposa então viúva, começou a escrever suas magoas pela perda de seu grande e generoso amor, entregando-se aos livros para não morrer de magoas. Conta à lenda que ela todas as noites antes de dormir cantava uma sonata em direção ao horizonte para o seu amor. Suas memórias foram enterradas com ela quando faleceu.

Que história complicada né?

O mais estranho ainda esta por vir. Eu perguntei se tinha algum livro que pudesse ler sobre este assunto, ele me informou que na seção 123 estavam os livros das memórias do local e alguns de historias da cidade. Livros que pertenciam a família e herdeiros...

Bem ele me pediu desculpas e disse para eu não ficar chateado e nem fazer nenhum comentário ruim sobre o fato.
Eu disse que não tinha o porquê e mesmo assim gostei de tal experiência. Continuei ali e fui até a galeria 123 a procura de imagens ou fotos para ver se comprovava o que eu tinha visto.
Chegando lá eu vi um livro muito velho e cheio de poeira, muito parecido com o que estava na mão do tal fantasma rsrsr. É mais na hora foi um pouco estranho. Ao pegar o livro fiquei arrepiado, abri-o e vi alguns desenhos parecidos com o senhor... Nossa fiquei pasmo. A historia conta que ele e 122 pessoas morreram naquele incidente. Parei e pensei:

-mais uma vez este numero! Passei toda a manhã lendo aquele livro, descobri que a esposa deste capitão chamava-se Cássia e a musica que a mesma cantava era estranhamente a sonata K123. O livro tinha 123 paginas.

Larguei o livro no chão e sai correndo ao meu quarto, alguma coisa me fez entrar em um estado de tristeza e euforia ao mesmo tempo... Não sei o que pensei na hora... Eu estava na suíte 123, por que eu? Por que eu vi o fantasma? Acalmei-me lembrando do que Izabela disse:

"Guarde os números"...

Ela disse isso para mim em sonho... Agora sim me lembro de algumas coisas do sonho... Mais por quê?

O que esta historia tem a ver comigo? O que eu estou fazendo aqui? Por que o destino me trouxe aqui? Tudo que aconteceu... Nossa! Não sei o que pensar. Algo parece estar sussurrando em meu ouvido... Gente eu não almocei hoje. Estava muito impressionado. Resolvi entrar um pouco na internet para procurar meu próximo destino e não consegui pensar em nada... Caramba e meu horário esta acabando...

Bem estou sem destino, Não sei o que fazer?

Vou descer agora encerrar a conta e ir para a rodoviária.

Lá eu decido...

Um abraço pessoal até breve...

Dia de partir.

Bom dia a todos! Foi assim que despertei hoje com o maravilhoso e radiante Sol.
Após a chuva eis que um bom dia me salda mostrando para o que veio, pois ja de manha bem cedo o calor ja contagia...

Bem hoje é o meu ultimo dia aqui em Paraty por isso tenho que aproveitar bem, vou encerrar a conta as 16 horas. Vou tomar um café agora e aproveitar para tirar umas duvidas nesta pousada misteriosa.

Apesar de que tive alguns sonhos estranhos esta noite mais lembro vagamente de tudo... Deixa para lá!

Bom dia a todos.