Bem aconteceu uma coisa estranha hoje.
Bom, prometi voltar mais agora tenho que pedir desculpa a todos e dizer que já se aproxima das 16 horas e estou prestes a partir. Mais antes disso estou aqui escrevendo para vocês sobre o meu dia.
Bem vamos começar.
Pela manha como disse, desci para tomar o café, parecia que eu não estava na mesma pousada de ontem, agitada e fervorosa. Acredito que a chuva e o tempo ruim tenham assustado os outros hospedes.
Ao terminar o café, estava retornando ao meu quarto quando algo me chamou a atenção na biblioteca, o mesmo senhor estava lá de novo, no mesmo lugar de sempre, com seu charuto aceso e desta vez ele olhava para mim e disfarçada quando eu o olhava. Fui então como quem não quer nada a biblioteca. Ao chegar lá o garçom estava limpando os copos e parece que não esperava por ninguém naquele momento. Tanto que disse um bom dia para mim de uma forma meio estranha, como se estivesse surpreso em me ver ou ver um hospede... O olhar dele foi ao estilo “Até que em fim alguém..."
Bem eu disse bom dia e fui observar um pouco a estante de livros mais em busca de ser notado, quando olho e vejo que o senhor estava se ajeitando, o charuto ainda no mesmo lugar e fechando o livro. Ele se movimentou mais um pouco e olhou diretamente para o livro.
Derrepente percebi que não sentia o cheiro do charuto, os ventiladores estavam desligados, a janela estava aberta mais as cortinas leves estavam fechadas. A luz era pouca, pois as cortinas eram transparentes. Decidi ir embora, pois eu tinha que arrumar as coisas e ficar um pouco mais livre se talvez desejasse fazer um ultimo passeio pela cidade.
Eis que olhei para o garçom e deu um thau e agradeci pelo serviço. Ele perguntou se eu ia embora de vez e eu confirmei. Quando então pela janela entrou uma brisa forte que levantou alguns guardanapos e lançou-os ao chão. Eu abaixei para pegar os que estavam ao meu lado do balcão e o garçom me agradeceu. Ele repentinamente disse:
- que vento não? Parece que algo esta queimando.
Um cheiro estranho de fumaça entra junto com o vento e eu logo percebo que era cheiro de fumo ou algo assim. Como se fosse uma coisa normal eu disse deve ser o charuto daquele senhor ali.
“Apontei”
Ele não estava mais ali, o garçom assustado disse:
-de quem? Não tem ninguém ali.
-Mais eu vi o senhor ali ele deve ter ido embora e não percebi.
-Senhor Adan não veio ninguém aqui, o senhor é o primeiro.
Entrei em pânico e disse que não estava maluco.
-eu vi um senhor ali ele estava lendo aquele mesmo livro da ultima vez e fumando o charuto ali no canto... O rapaz o serviu da ultima vez que estive aqui...
-Mais senhor só eu trabalho aqui.
-Impossível.
Eu praticamente ri um pouco pensei ser uma pegadinha mais, não foi. Fui até o local onde o suposto velho estava, e nele não tinha nenhum vestígio de que alguém estivera ali. Olhei para os livros e não consegui achar nenhum parecido. Eu olhei, olhei e nada. Eu estava começando a ficar nervoso até que me sentei e o garçom preocupado com minha reação perguntou se estava tudo bem.
-Sim estou bem sim.
-Posso lhe oferecer algo?
-não, não precisa. Deixa-me organizar mente um pouco.
Eu não acredito nessas coisas de ilusões ou espíritos e tanto que nem cogitei esta hipótese. Bem quando derrepente entra o gerente e chama o garçom para um recado. Percebo que depois da ordem entre um e outro o garçom cochichou com o seu encarregado sobre o que aconteceu ali a poucos.
O gerente pos a mão na cabeça e me olhou assustado de rabo de olho.
Eu incomodado com os dois perguntei se estava tudo bem.
O gerente espantado e sem graça disse gaguejando que sim, e limpava testa que suava.
-Esta tudo bem mesmo? Aconteceu alguma coisa?
-Não senhor Adan.
-Eu o vi falando sobre o que eu tinha visto aqui, e sua reação foi estranha. Esta acontecendo alguma coisa aqui que eu não sei?
- Senhor eu peço desculpa sobre o que aconteceu e digo que há muito tempo os hospedes não viam este senhor...
-Então ele estava ali mesmo? Onde ele foi agora, quem é ele?
-Ele não foi este é o problema, sente-se, por favor, eu vou explicar.
Gente, o gerente veio com a história de que este senhor era um capitão de embarcações antigas de uma família que cresceu na idade das revoltas dos Cais. Onde ele era um capitão muito generoso e que investia em estudos junto a todos os seus familiares. Quando em um ano no passado ele foi fazer uma viagem e deu uma grande festa em sua grande casa onde hoje é a pousada. Partindo ele foi pego por um mau tempo e conta-se que sua embarcação fora atingida por um raio, pegando fogo onde o clarão se via de longe.
Depois de anos sua esposa então viúva, começou a escrever suas magoas pela perda de seu grande e generoso amor, entregando-se aos livros para não morrer de magoas. Conta à lenda que ela todas as noites antes de dormir cantava uma sonata em direção ao horizonte para o seu amor. Suas memórias foram enterradas com ela quando faleceu.
Que história complicada né?
O mais estranho ainda esta por vir. Eu perguntei se tinha algum livro que pudesse ler sobre este assunto, ele me informou que na seção 123 estavam os livros das memórias do local e alguns de historias da cidade. Livros que pertenciam a família e herdeiros...
Bem ele me pediu desculpas e disse para eu não ficar chateado e nem fazer nenhum comentário ruim sobre o fato.
Eu disse que não tinha o porquê e mesmo assim gostei de tal experiência. Continuei ali e fui até a galeria 123 a procura de imagens ou fotos para ver se comprovava o que eu tinha visto.
Chegando lá eu vi um livro muito velho e cheio de poeira, muito parecido com o que estava na mão do tal fantasma rsrsr. É mais na hora foi um pouco estranho. Ao pegar o livro fiquei arrepiado, abri-o e vi alguns desenhos parecidos com o senhor... Nossa fiquei pasmo. A historia conta que ele e 122 pessoas morreram naquele incidente. Parei e pensei:
-mais uma vez este numero! Passei toda a manhã lendo aquele livro, descobri que a esposa deste capitão chamava-se Cássia e a musica que a mesma cantava era estranhamente a sonata K123. O livro tinha 123 paginas.
Larguei o livro no chão e sai correndo ao meu quarto, alguma coisa me fez entrar em um estado de tristeza e euforia ao mesmo tempo... Não sei o que pensei na hora... Eu estava na suíte 123, por que eu? Por que eu vi o fantasma? Acalmei-me lembrando do que Izabela disse:
"Guarde os números"...
Ela disse isso para mim em sonho... Agora sim me lembro de algumas coisas do sonho... Mais por quê?
O que esta historia tem a ver comigo? O que eu estou fazendo aqui? Por que o destino me trouxe aqui? Tudo que aconteceu... Nossa! Não sei o que pensar. Algo parece estar sussurrando em meu ouvido... Gente eu não almocei hoje. Estava muito impressionado. Resolvi entrar um pouco na internet para procurar meu próximo destino e não consegui pensar em nada... Caramba e meu horário esta acabando...
Bem estou sem destino, Não sei o que fazer?
Vou descer agora encerrar a conta e ir para a rodoviária.
Lá eu decido...
Um abraço pessoal até breve...
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